Até que a morte os separe?

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Ou seria “Até que a chegada do bebê os separe?” Calma, gente! Não, não estou me separando nem nada do estilo. Mas conversando com algumas amigas, que também são mães, uma coisa ficou clara: a chegada do bebê dá uma bela sacudida no relacionamento! Ô se dá!

É a falta de sono, o choro fino e sem hora do bebê, é a rotina que já não existe, é o casal que se tornou um trio.

Aqui na minha casa, o marido foi essencial nas primeiras semanas, ele me ajudou a sair do meu estado letárgico, e foi praticamente pai e mãe da Serena. Porém, passado o primeiro turbilhão, confesso que as coisas ficaram meio estranhas, ou raras, em bom español.

Eu confesso que sou uma pessoa desorganizada! Meu sonho é bater a cabeça e despertar com TOC de limpeza e arrumação. Acho maravilhosa aquela gente que organiza tudo, armários por peças e cores, cozinha tinindo, cama estendida de maneira militar.

Mas essa pessoa não sou eu. Apenas quando a lua está em peixes que tenho minhas crises de Amélia, mas só neste período mesmo. (Juro, gente! A lua interfere demais na minha vida.)

Quando a Serena nasceu, gente! Eu deixei o pau quebrar. A casa virou um buraco negro, se antes eu perdia uma meia, dessa vez eu perdia era sapato, roupa, tudo!

Marido queria arrumar o chão do apartamento, (para quem não sabe, meu marido é super metódico, e quando ele quer arrumar algo, ele passa HORAS arrumando) e eu só queria um prato de piche para jogar no maldito chão. Se eu pudesse, eu quebrava o chão. hahaha

Eu me lembro de entrar nestes fóruns de maternidade, e algumas mulheres faziam contagem regressiva para quebrar o resguardo. Eu ficava boba! Quebrar resguardo? Deixa meu resguardo bem guardadinho aqui. Nem chega perto dos meus produtores de leite, não, tá louco!

No meio dessa confusão toda, muita mulher deixa de lado o marido, a casa e a si mesma e se foca só no bebê. Ela tá errada? Não necessariamente.

No início, o foco é mesmo o novo integrante da casa, mas uma hora as coisas tem que voltar ao seu estado natural.

O problema é que para algumas, esse processo é lento, e quando as coisas voltam ao seu devido lugar, a outra parte do casal já perdeu a paciência.

Meu conselho, se é que sou apta a aconselhar algo: Pensem que tudo termina. As noites mal dormidas acabam, o resguardo acaba, o cansaço diminui, mas o amor não pode acabar. Tenham paciência.

“Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não”