Um DIU para chamar de meu.

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Já fazia algum tempo que andava pesquisando sobre métodos contraceptivos. Após o nascimento da Serena, tomei Nactali por um período, mas cismei que a pilula afetava a produção de leite e não quis arriscar, portanto, parei de tomar, sob minha conta e risco.

O problema é que com um filho pequeno, e um cachorro, não dá para arriscar,correto?!

O ginecologista que realizou nosso parto me indicou o Mirena, aquele DIU hormonal que está em voga.- Para quem não sabe, a UNIMED disponibiliza o aparato gratuitamente para usuárias do plano. Basta o pedido do ginecologista e a autorização do plano. – ***

A colocação seria feita diretamente no consultório do médico, e ele cobraria 500 reais para fazê-lo.

Fiquei empolgada com a possibilidade de estar protegida por 5 anos, sem ter que me preocupar com camisinha, horários para tomar pílulas, período fértil e medos desnecessários.

Entretanto comecei a pesquisar os possíveis efeitos do Mirena, e a animação de antes foi por água abaixo.

Afinal, trata-se de hormônio, e hormônio traz consequência para o organismo, por mais que os ginecologistas adorem alardear a suposta “segurança” dos contraceptivos atuais, cada pessoa reage de um jeito, e algumas vezes, a reação pode ser fatal! Como você pode ler nesta matéria aqui.

Eu me cito como exemplo. Em Barcelona comecei a usar o Nuvaring, aquele anel vaginal que solta o hormônio de forma local, e que segundo os ginecologistas, é muito eficaz e seguro.

O que aconteceu comigo? Fui parar em um médico após reações violentas. Tive erupções na pele, minhas costas ficaram vermelhas e com irritações localizadas na altura dos quadris. Meu seio aumentou, minha barriga inchou MUITO, como se tivesse engordado uns 15 quilos em uma semana. E o pior? Eu não conseguia levantar minha perna esquerda, tinha muita dor nas pernas.

Meu marido, vendo a situação, me levou ao médico, e lá a pessoa que me atendeu pediu para que eu retirasse o anel. Foi dito e feito, as reações acabaram em poucos dias. Não posso dizer com certeza que tive uma alergia, nem a qual componente eu sou intolerante, mas a certeza que tive foi: Anel vaginal nunca mais!

Sendo assim, descartei o Mirena, pois tive medo de que me acontecesse o mesmo que tinha passado com o Nuvaring.

Comecei a ler muito acerca do DIU de cobre, e conclui que seria uma boa alternativa. Afinal, não tem hormônios envolvidos.

Marquei com um novo ginecologista, conversamos bastante, ele me deu a guia da UNIMED. Peguei o DIU sem custos, e na semana seguinte eu fui ao consultório do médico e voilá! Tenho um DIU para chamar de meu!

  • O procedimento foi rápido, e não precisei de nenhuma preparação. Não tomei anestesia nem remédio para dor, para falar a verde, eu nem marquei horário, cheguei no consultório e o dr. Célio já fez todo o processo.
  • Não é necessário ter filhos para colocar o DIU.
  • Dói, mas é totalmente suportável. O incomodo da espátula, daquelas que usam em papanicolau, é muito pior que a dor da colocação.
  • Ao chegar em casa, tomei dois Buscopan Duo, e no outro dia eu já estava pulando. Só tive uma cólica leve, mas nada que me deixasse louca.
  • Em 30 dias tenho que retornar ao médico e farei um ultrassom para verificar se o dispositivo está bem colocado.
  • O DIU de cobre NÃO é abortivo.
  • O DIU deve ser trocado a cada 10 anos.
  • O fluxo menstrual e as cólicas podem aumentar, mas ainda não posso afirmar que isso ocorrerá comigo.
  • Deve ser feito um ultrassom anual para verificar se o DIU continua no local.
  • Não paguei nada pelo procedimento.

Caso você tenha intolerância a algum componente das pilulas, sugiro que estude a possibilidade do DIU de cobre, quem sabe ele não se adapte a você?

🙂

 ***Errata: A Isabella, gentilmente, deixou um comentário explicando que o Mirena  é 100% coberto pelos planos, segundo diretriz da ANS de 2009 (incluído aparelho e colocação). O que varia de plano pra plano é a forma de autorização, de contrato entre médico – plano.

Obrigada pela explicação, Bella 🙂